Portfólio Digital, criado no âmbito da unidade curricular Modelos e Políticas de Educação e Aprendizagem de Adultos, do curso de Pós-Graduação em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, pela Universidade Aberta
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Resumidamente passo apresentar as 6 conferencias internacionais
Primeira conferência Internacional (Dinamarca) deu-se em 1949 passou pela democratização da educação e pela criação de um clima de curiosidade. Centeno (2011) afirma que foi dado o primeiro passo no sentido do conceito de Educação ao Longo da Vida
Segunda conferência Internacional (canadá) deu -se em 1960 Intitulada " Educação de Adultos num mundo de transformação". A Educação de Adultos foi vista como uma educação para a paz e para a sobrevivência da humanidade e para construção de um pais mais justo.
Terceira conferência Internacional ( Japão) deu -se em 1972 A Educação é vista como parte integrante do sistema educativo que contempla a Educação Escolar e Educação de Adultos entendendo - se como um processo uno.
Entre a Terceira e Quarta conferência Internacional a Educação de Adultos encontra novo impulso com 19º Conferencia Geral da Unesco - 1976. existiram esforços para definição de Educação Permanente.
As questões Socias continuaram a merecer atenção principalmente os grupos socias mais necessitados Esta conferência já fez um entendimento da Aprendizagem ao Longo da Vida enquanto direito que assiste a qualquer Adulto.
Quinta conferência Internacional ( Alemanha) 1997 Intitulada " Aprender na Idade Adulta" esta conferência centrou-se na compreensão global da Educação de Adultos, e definiram como objetivos básicos o desenvolvimento da Autonomia e do sentido de responsabilidade das pessoas e sociedades, o reforço da capacidade para fazer face as transformações que ocorrem. Continua a dar atenção aos grupos mais necessitados... esta conquista de espaços pode ser constatada:
- Sublinhar a importância da vida educativa
- Incentivo dos compromissos
- Troca de experiencias
- recomendações
- promover a cooperação internacional
- Impulsionar o reconhecimento da Educação
- Enfatizar o papel crucial da educação
- Renovar o compromisso
sábado, 30 de novembro de 2013
Programa de aprendizagem ao Longo da Vida 2007-2013
Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida 2007-2013
Os programas
comunitários de educação e formação proporcionam à União Europeia (UE) uma
ligação directa com um número significativo dos seus cidadãos. O Programa de
Aprendizagem ao Longo da Vida tem como objectivo geral contribuir para o
desenvolvimento da Comunidade enquanto sociedade do conhecimento avançada, em
conformidade com os objectivos da estratégia de Lisboa. Apoiado e completado
pela acção dos Estados-Membros, destina-se a promover os intercâmbios, a
cooperação e a mobilidade entre os sistemas de ensino e formação na Comunidade,
a fim de que estes passem a constituir uma referência mundial de qualidade.
Decisão n.º 1720/2006/CE
do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de Novembro de 2006, que
estabelece um programa de acção no domínio da aprendizagem ao longo da vida [Consultar
acto(s) modificativo(s)].
O objectivo do programa de acção no domínio da aprendizagem ao longo
da vida 2007-2013 é desenvolver e promover os intercâmbios, a cooperação e
a mobilidade, a fim de que os sistemas de ensino e formação passem a constituir
uma referência mundial de qualidade, em conformidade com a estratégia de
Lisboa. Desse modo, o programa contribui para o desenvolvimento da Comunidade
enquanto sociedade do conhecimento avançada, caracterizada por um crescimento
económico sustentável, com mais e melhores empregos e uma maior coesão social.
Para concretizar este objectivo geral, o programa tem objectivos
específicos relativos ao ensino e à formação ao longo da vida na União Europeia
(UE), nomeadamente:
·
Contribuir para o desenvolvimento de uma educação e
formação de qualidade, bem como para a promoção de elevados níveis de
desempenho, da inovação e de uma dimensão europeia nos sistemas e práticas
existentes.
·
Apoiar a criação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida.
·
Contribuir para melhorar a qualidade das possibilidades
de aprendizagem, tornando-as mais atractivas e acessíveis.
·
Reforçar o contributo da aprendizagem para a coesão
social, a cidadania activa, o diálogo intercultural, a igualdade entre homens e
mulheres e a realização pessoal.
·
Contribuir para a promoção da criatividade, da
competitividade e da empregabilidade, bem como para o reforço do
desenvolvimento do espírito empresarial.
·
Contribuir para aumentar a participação de pessoas de
todas as idades, incluindo as pessoas com necessidades especiais e os grupos
desfavorecidos.
·
Promover a aprendizagem de línguas e a diversidade
linguística.
·
Apoiar o desenvolvimento dos meios facultados pelas
tecnologias da informação e comunicação (TIC).
·
Reforçar o seu papel na criação de um sentido de
cidadania europeia, baseada no respeito dos valores europeus, bem como na
tolerância e no respeito pelos outros povos e culturas.
·
Promover a cooperação em matéria de garantia de
qualidade em todos os sectores da educação e da formação.
·
Incentivar a melhor utilização possível dos resultados
e dos produtos e processos inovadores, bem como assegurar o intercâmbio de boas
práticas, no intuito de melhorar a qualidade.
A este respeito, a coerência e complementaridade com as outras políticas
comunitárias norteiam a execução do programa de acção. Assim, deve contribuir
para a promoção das políticas horizontais da Comunidade, tendo em conta as
necessidades específicas dos educandos, integrando-as mais eficazmente no
sistema geral da educação e formação. Deve igualmente apoiar a igualdade entre
homens e mulheres, bem como a sensibilização para a importância da diversidade
linguística e cultural e do multiculturalismo, enquanto meios para combater o
racismo, os preconceitos e a xenofobia.
A execução do programa deve também ser coerente e complementar com o
programa de trabalho Educação e Formação 2010, com as orientações integradas para o emprego e crescimento
no quadro da parceria para o crescimento e o emprego, bem como com outras
políticas nomeadamente nos domínios da cultura, juventude ou empresas. O Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação
Profissional (Cedefop), a Fundação Europeia para a Formação (FEF),
bem como o Comité Consultivo para a Formação Profissional
podem participar e/ou ser informados no respeito das respectivas competências.
Para cumprir os seus objectivos, o programa apoia as acções
seguintes:
·
Mobilidade das pessoas no contexto da aprendizagem ao
longo da vida.
·
Parcerias bilaterais e multilaterais.
·
Projectos unilaterais, nacionais ou multilaterais
especialmente vocacionados para promover a qualidade dos sistemas nacionais de
educação e formação por meio de transferência transnacional de inovação.
·
Redes multilaterais.
·
Estudos e reformas das políticas e sistemas de
educação e formação ao longo da vida, bem como os seus componentes.
·
Concessão de subvenções de funcionamento para certas
despesas operacionais e administrativas suportadas pelos estabelecimentos ou
pelas associações.
·
Medidas de acompanhamento, ou seja, outras iniciativas
que visem a promoção dos objectivos do programa.
·
Actividades de preparação destas acções.
·
Organização de encontros (seminários, colóquios e
reuniões) que visem facilitar a execução do programa, de acções de informação,
publicação, sensibilização e divulgação, bem como de acções de acompanhamento e
avaliação do programa.
O programa está aberto à participação não apenas dos Estados-Membros
mas, também, dos países membros da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA)
que são membros do Espaço Económico Europeu (EEE) (Islândia, Listenstaine e
Noruega), da Confederação Suíça e dos países candidatos à adesão à UE e dos
países potencialmente candidatos dos Balcãs Ocidentais, em conformidade com as
disposições e os acordos que prevêem a sua participação em programas
comunitários.
Além disso, a Comissão pode igualmente organizar cooperações com países
terceiros e organizações internacionais, tais como o Conselho da Europa ou a
Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Os beneficiários do programa são:
·
Alunos, estudantes, formandos e educandos adultos.
·
Todas as categorias de pessoal educativo.
·
Pessoas presentes no mercado de trabalho.
·
Estabelecimentos e organismos que oferecem
oportunidades no contexto do programa.
·
Pessoas e organismos responsáveis pelos sistemas e
políticas a nível local, regional e nacional.
·
Empresas, parceiros sociais e respectivas organizações
a todos os níveis, incluindo organizações comerciais e câmaras de comércio e
indústria.
·
Organismos que prestem serviços de orientação,
aconselhamento e informação.
·
Associações dos participantes, de pais e de
professores.
·
Centros e organismos de investigação.
·
Organizações sem fins lucrativos, organizações de
voluntários e organizações não governamentais (ONG).
(continua….)
Bibliografia:
domingo, 17 de novembro de 2013
Reflexão Critica
Modelos e Políticas de Educação e Aprendizagem de Adultos
Cada vez mais se verifica na nossa sociedade a falta e pouca escolarização dos indivíduos.
Perante esta necessidade os governos têm dado mais importância á Educação de Adultos facilitando assim uma aprendizagem ao Longo da Vida, com vista a colmatar a baixa escolaridade bem como favorecer a adaptação/reinserção no mundo do trabalho.
É necessário ao longo da vida um maior conhecimento, uma atualização de competências para que os indivíduos enfrentem o mundo do trabalho. Devemos sempre estar aptos às mudanças que ocorrem na sociedade e aprofundar cada vez mais os nossos conhecimentos.
Exemplo prático: trabalhava numa I.P.S.S há 4 anos, como animadora sociocultural na 3ª idade, quando surgiu a necessidade de aprofundar os meus conhecimentos na área da educação. Após uma pesquisa, resolvi inscrever-me na licenciatura em educação pela universidade aberta, não deixando assim o meu trabalho (porque adoro o que faço). Em 2012 terminei esse desafio, no qual obtive uma maior bagagem para trabalhar com adultos, conseguindo assim resolver melhor os problemas com que me deparava muitas vezes no dia-a-dia. Agora iniciei esta Pós-graduação no sentido de aprofundar ainda mais os meus conhecimentos e também como uma perspetiva futura de dar formação nesta área. A aprendizagem foi ocorrendo ao longo da minha vida, porque tinha necessidade de aprender, de melhorar os meus conhecimentos e as minhas aptidões, valorizando-me assim tanto a nível pessoal como profissional.
A sociedade em geral, com o evoluir dos tempos, tem necessidade de aquisição de novos conhecimentos como afirma Carlos Alberto Torres “A educação de adultos continuará a disputar espaço com novos movimentos sociais que se inserem no processo de globalização” (Currículo sem Fronteiras, v.3, n.2, pp.60-69, Jul/Dez 2003).
Na aprendizagem ao longo da vida a educação de adultos vai renascer de uma necessidade de desenvolvimento e torna-se um princípio orientador dos conceitos de educação. A educação e formação de adultos é particularmente importante pela sua função de integração profissional e social, permite que as pessoas:
• Desenvolvam as suas habilidades.
• Enriqueçam os conhecimentos.
• Aumentem as suas qualificações escolares, técnicas ou profissionais.
• Introduzam mudanças nos seus comportamentos de forma a alcáçar finalidades de desenvolvimento pessoal, social, cultural e económico das sociedades.
A educação de adultos é importante porque existe pouca escolaridade na população, alfabetização tardia. A educação de adultos estimula o desenvolvimento económico, aumenta a produtividade dos recém-alfabetos e expande conhecimentos.
Na educação e formação de adultos a aprendizagem pode ser Formal, Não Formal ou Informal.
Aprendizagem Formal: desenvolve-se em instituições de ensino, há atividades planeadas e orientadas que visam a aquisição de conhecimentos.
Aprendizagem Não Formal: a ação desenvolve-se no exterior (trabalho, comunidade), não tem necessariamente certificação. As atividades são planeadas e intencionais.
Aprendizagem Informal: resulta de situações individuais ou sociais, não é intencional. (ex.: família)
Através destas aprendizagens o individuo enriquece os seus conhecimentos. Na minha opinião, devemos cada vez mais preparar para uma sociedade inovadora e tecnológica, alargando os nossos horizontes quer através da educação recorrente ou da educação permanente.
A educação de adultos não é instruir, é dar formação, dar aos indivíduos os conhecimentos necessários para as suas funções. Neste tipo de formação não só aprende o formando como o formador. Os adultos têm muito a ensinar através da sua experiência.
Bibliografia:
• Barros, R. (2013). Educação de Adultos: Conceitos, Processos e Marcos Históricos - da Globalização ao Contexto Português. Lisboa: Instituto Piaget. (Capítulo I, pp.17-71)
• Pires, A. L. (2005). Educação e Formação ao Longo da Vida: Análise Crítica dos Sistemas e Dispositivos de Reconhecimento e Validação de Aprendizagens e Competências. Tese Doutoramento. (capítulo 4- pp. 113-146)
• Quintas, H. (2008). Educação de Adultos: vida no currículo e currículo na vida. Lisboa: ANQ (Agência Nacional de Qualificação). (Capítulos 1 e 2, pp. 9-33)
• Sitoe, R. (2006). Aprendizagem ao Longo da Vida. Um conceito utópico?. Comportamento Organizacional e Gestão, vol. 12, nº 2, 283-290.
• Torres, C. (2003). Política para educação de adultos e globalização. Currículo sem Fronteiras, v.3, n.2, pp.60-69.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
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