1ª
Republica
Ø A
preocupação central da educação de adultos era a redução do analfabetismo.
Ø No
ano de 1911 existiam cerca de 75,1% de analfabetos em Portugal.
Ø No
ano de 1930 esse número baixou para 67,8% devido às práticas de
pós-alfabetização.
2ª
Republica
Ø Devido
ao golpe militar as práticas de pós-alfabetização foram-se perdendo.
Ø O
Estado Novo criou os postos escolares.
Ø As
escolas eram degradadas e baratas e com regentes escolares com baixas
habilitações.
Década
de 40
Ø O
número de escolas estacionou, e o número de alunos a diminuir.
Década
de 50
Ø Surge
o Plano de Educação Popular (pelo ministro Pires de Lima).
Ø Pretende-se
incrementar o cumprimento da escolaridade obrigatória, pelos adultos, através
de cursos de educação de adultos.
Ø Nestes
cursos os alunos matriculados eram em maior número do que aqueles aprovados
pelo exame.
Ø Este
curso era para relacionar a produtividade e a escolarização, daí de obrigar a
entidade patronal com mais de 20 empregados com idades inferiores a 35 anos e
com baixa escolarização a disponibilizar as instalações para o funcionamento do
curso.
Ø Foi dada prioridade
à alfabetização dos operários em detrimento das populações dos meios rurais.
A educação de adultos
confunde-se com alfabetização, com fraco sucesso, acrescida do ensino técnico,
acessível a adultos habilitados com a 4ª classe. A reforma do ensino técnico,
previa além dos cursos em regime diurno, diversos cursos em regime noturno,
dirigida aos adultos. Trata-se de um ensino de frequência popular e terminal de
qualificação profissional.
Para os adultos
existiam:
·
Cursos de aperfeiçoamento:
para quem tinha a 4ª classe e trabalha-se e completa-se 15 anos até ao início
do ano escolar.
·
Cursos de mestrança:
para operários que pretendessem exercer funções de contramestre, mestres e
chefes de oficina.
Década
de 60
Ø Iniciativas
de desenvolvimento e educação comunitários ligadas á igreja católica.
Ø Criou-se
o Fundo de Desenvolvimento de Mão-de-Obra e os centros de formação
acelerada.
Ø Foi
aprovado o estatuto do ciclo preparatório.
Estes cursos são uma
resposta (limitada) ao aumento da procura de escolaridade de níveis
pós-primário, decorrente do aumento da escolaridade obrigatória.
Década
de 70
Ø O
ministro Veiga Simão apresenta para discussão pública o Projeto do Ensino
Escolar e Linhas Gerais da Reforma do Ensino Superior.
Ø Onde
se consagra o princípio de democratização do ensino, e a educação permanente.
Ø O
sistema de ensino passaria a abranger a educação pré-escolar, a educação
escolar e a educação permanente.
Ø A
Lei de Bases foi publicada em 27 de Setembro de 1971, continha a criação da Direcção-Geral
de Educação Permanente (DGEP).
Ø A
DGEP cabia ocupar-se dos cursos de educação básica para adultos, sem ficarem
limitados à alfabetização.
Até ao
25 de Abril de 1974 a (DGEP) – Direção Geral de Educação Permanente
continuou a promover ações culturais educativas e Bibliotecas populares.
Ø
Foram criados cursos
gerais no ensino liceal noturno
Ø
Reestruturaram-se
cursos noturnos do ensino técnico
Ø
Curso de educação
básica para adultos
Ø
Criaram-se os chamados
exames ad-hoc que permitiam o acesso à universidade sem certificado escolar,
para maiores de 25 anos
Ströer distingue duas modalidades de mobilização popular:
Ø Alfabetização
Ø Educação popular
Até ao 25 de
Abril de 74 para a educação de adultos não existia uma política educativa
estruturada, que garantisse a continuidade das ações.
Após
25 de Abril duas orientações distintas:
1-
Campanha de
dinamização cultural
2-
Movimento popular de educação de adultos que
procuravam dinamizar iniciativas para a população adulta.
A atuação
da Direção Geral de Educação Permanente (DGEP) procurou consolidar e promoveras
iniciativas locais.
O Plano Nacional de Alfabetização e Educação
Bases de Adultos (PNAEBA) foi um importante instrumento no sector da educação de
adultos, surgiu em consequência da publicação da lei 3/74, relativa à
eliminação do analfabetismo e que atribui ao governo (através da Direção
Geral de Educação e Permanente (DGEP) e ao Conselho Nacional de
Alfabetização e Educação de Base de Adultos (CNAEBA) obrigação de elaborar o
PNAEBA.
Os
autores do PNAEBA concebiam a educação de adultos ao reconhecer o carácter
político da educação de adultos, bem como das orientações veiculadas nas
conferências mundiais de educação de adultos, organizadas pela UNESCO, de
acordo com as quais a experiência de vida dos adultos é uma mais-valia para os
processos educativos.
No
âmbito do PNAEBA os programas essenciais para a sua execução eram:
Ø
Criação e instalação
de um instituto nacional para a educação de adultos.
Ø
Organização de uma
rede de centros de cultura e de educação permanente.
Ø
Implementação regional
e gradual de esquemas globais e integrados de educação básica de adultos e de
desenvolvimento cultural.
Ø
Alfabetização e
educação básica elementar.
Ø
Melhoria e incremento
do ensino preparatório para adultos.
Ø
Apoio à educação
popular.
Ø
Ações na emigração.
Houve
uma concentração de esforços na alfabetização e na formação profissional, mas
foram insuficientes os programas previstos eram muito limitados existia pouca
iniciativa no ensino preparatório o que impedia a concretização de centros
Existiram
condicionalismos de natureza política, administrativa, organizativa, o que
apesar das intenções expressas no PNAEBA, a educação de adultos não foi
considerada prioritária pelo poder político, logo não existiam condições para
concretizar os programas previstos.
Do
ponto de vista social não existe um movimento de pressão no sentido de
assegurar aos adultos uma educação permanente, que os torne cidadãos críticos e
participativos. As adesões são limitadas, as propostas escolarizantes e
pré-definidas, às quais muitas vezes os adultos aderem por ambicionarem a
inserção e mobilidade socioprofissional
Após a Lei de Bases do sistema Educativo na assembleia da república (1986), focalizou-se no ensino
recorrente e na educação extraescolar. Porém foi o ensino recorrente que
mereceu maior desenvolvimento numa versão escolarizada
Extinguiram-se
as direções gerais vocalizadas para a educação/formação de adultos e a
suspensão do PNAEBA.
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